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Os reflexos dos ataques piratas no seguro

A marinha mercante mundial é alvo constante de ataques piratas, principalmente nas costas da África e Sudeste Asiático. Os ataques são praticados contra navios de cargas e visam o roubo de bens e equipamentos a bordo, mas o principal objetivo é o sequestro do navio e de tripulantes em busca do pagamento de resgate, fixado normalmente com o valor mínimo de 1 milhão de dólares. Os piratas modernos são criminosos experientes com conhecimentos naval e do comércio marítimo, possuem treinamentos militares e informações privilegiadas sobre tráfego de navios nas áreas de ataques e atuam fortemente armados. A pirataria marítima representa um risco à segurança da navegação, com consequências diretas nos custos operacionais dos armadores que navegam nas regiões de alto risco. A frequência e severidade dos ataques piratas levam as empresas de seguros e resseguros a elevar as taxas dos seguros de cascos, como também a ofertar proteções securitárias adicionais, como por exemplo as coberturas de Sequestro, Resgate, Perda de Receita e Custo Fixo diário da embarcação, além da tradicional cobertura de Guerra e Greves. As mercadorias transportadas não são de interesse dos criminosos, mesmo assim, eventuais danos às cargas quando seguradas, durante um ataque pirata ou sequestro estão amparados pela cobertura…

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O Projeto vai otimizar tráfego de navios com tecnologia no Porto de Santos

Port Community Systems prevê automatizar gestão de serviço. Portos brasileiros irão implantar o Port Community Systems (PCS), um sistema tecnológico para integração de dados do comércio marítimo. O Porto de Santos será o primeiro no Brasil a adotar a tecnologia, mas os portos do Rio de Janeiro, Suape e Paranaguá também receberão o projeto, que também está sendo implantado na Índia, Argentina e Chile. A proposta é que o sistema facilite o acesso aos dados e assim, simplifique e agilize procedimentos do comércio exterior. O projeto A iniciativa é viabilizada pelo Prosperity Fund, fundo de cooperação britânico para países em desenvolvimento. Para a implementação no Brasil o fundo contratou um consórcio de empresas e estima-se que o investimento seja em torno de R$ 100 milhões, que inclui a construção da plataforma que reunirá os programas já existentes e utilizados pelas autoridades portuárias. Conforme os responsáveis do Brasil, o primeiro passo da implementação do sistema será o mapeamento de processos e sistemas existentes nos quatro portos selecionados para verificar as principais necessidades e identificar as oportunidades para um Port Community System no País. Como funciona O sistema promete diminuir o tempo de importação e exportação de produtos. Logo, a projeção é…

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Agricultura 5.0: Tendência ou a agricultura está mudando?

A Agricultura 4.0 é um conjunto de tecnologias digitais integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos. Essa integração é capaz de otimizar a produção agrícola em todas as suas etapas, significando um melhor monitoramento, gestão e controle da produção agrícola, com redução de custo e desperdícios. Analisando a história da agricultura no mundo, as máquinas agrícolas trouxeram grande contribuição para aumento da produtividade no campo. Elas também permitiram a produção em larga escala. Porém, foi quando se começou a usar força animal, é que a agricultura se reinventou. Depois, veio a tração baseada no motor à combustão, com tratores e implementos, conhecida como agricultura 2.0. Nos últimos 15-10 anos é que se começou a agricultura de precisão, que consideram as diferenças que existem na área, conhecida como agricultura 3.0. Nos dias atuais, as tecnologias digitais, na chamada agricultura 4.0, estão fazendo a diferença na melhoria da atividade agrícola. Usando as ferramentas adequadas, é possível gerar e analisar uma grande quantidade de dados para o produtor e assim facilitar a operação diária. Os principais elementos da Agricultura 4.0 são: Gestão, a partir da obtenção e coleta de dados primários e secundários;Produção, a partir de novas ferramentas e técnicas;Sustentabilidade nos processos produtivos, eProfissionalização. Estas inovações ocorrem a…

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Assinatura do Acordo Automotivo entre o Brasil e o Paraguai

Nota Conjunta dos ministérios da Economia e de Relações Exteriores Foi assinado na terça-feira (11/2), em Assunção, o Acordo de Complementação Econômica Nº 74 (ACE-74), entre Brasil e Paraguai. O ACE-74 constitui importante marco para o aprofundamento da integração entre Brasil e Paraguai, em temas da agenda econômico-comercial, como facilitação de comércio e cooperação aduaneira, em complemento aos entendimentos existentes no âmbito do Mercosul. A conclusão do ACE com o Paraguai completará a rede de acordos bilaterais desse tipo já existentes entre o Brasil e os países do Mercosul no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi): ACE-2 com o Uruguai e ACE-14 com a Argentina. Na mesma oportunidade, foi assinado, como o Primeiro Protocolo Adicional ao ACE, Acordo Automotivo entre Brasil e Paraguai. O Acordo Automotivo firmado entre os dois países conferirá maior estabilidade, segurança jurídica e previsibilidade para os investimentos e o comércio bilateral de produtos do setor. A assinatura do instrumento constitui um importante marco no relacionamento bilateral e contribuirá para fazer avançar a adequação do setor automotivo à União Aduaneira do Mercosul. O Acordo terá vigência por prazo indeterminado ou até a adequação do setor automotivo ao regime geral do Mercosul. Pelo instrumento, o Brasil concederá…

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STF decide que imunidade tributária alcança exportação de produtos por meio de trading companies

Para o Plenário, a Constituição não estabelece distinção entre as exportações diretas e as intermediadas por empresas maiores. Em decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a exportação indireta de produtos - realizada por meio de trading companies (empresas que atuam como intermediárias) - não está sujeita à incidência de contribuições sociais. A análise da questão foi concluída na sessão plenária desta quarta-feira (12), no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4735 e do Recurso Extraordinário (RE) 759244. A Corte produziu a seguinte tese de repercussão geral (Tema 674): “A norma imunizante contida no inciso I do parágrafo 2º do artigo 149 da Constituição da República alcança as receitas decorrentes de operações indiretas de exportação, caracterizadas por haver participação negocial de sociedade exportadora intermediária”. A imunidade prevista no dispositivo constitucional estabelece que as contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico não incidem sobre receitas decorrentes de exportação. Na semana passada, o Tribunal iniciou o julgamento conjunto dos processos, com a apresentação dos relatórios dos ministros Alexandre de Moraes, na ADI, e Edson Fachin, no RE. Em seguida, foram realizadas as sustentações orais das partes interessadas. Hoje, os relatores proferiram seus votos pela procedência da ADI -…

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Indústria 4.0 e os “novos” profissionais de COMEX

Com a globalização, multinacionais oferecem seus produtos e serviços em vários mercados do mundo e se antes os clientes compravam apenas o que estava disponível no portfólio, hoje os consumidores impõem seus desejos por um maior valor agregado, personalização e uma melhor experiência pós-venda. Além disso, querem a garantia de que práticas ambientalmente sustentáveis foram utilizadas, operações estão em compliance com as leis e políticas da empresa e que os riscos de falhas foram mitigados. A indústria brasileira está inserida neste contexto e para entregar este resultado busca se inserir nas cadeias globais de valor. Desde a primeira revolução industrial as empresas passaram por readequações e transformações a fim de obter maior produtividade, eficiência nos processos produtivos e redução de custos. No entanto, essa evolução não refletiu na mesma velocidade nas áreas de suporte às operações. Muitos processos manuais que dependem de planilhas, e-mails, telefonemas e informações que ficam soltas, espalhadas em diversos lugares, são comuns até hoje em grandes empresas, demandando um grande esforço operacional. Porém, a era da transformação digital, também chamada de Indústria 4.0, já começou e estamos atravessando um período onde as mudanças são mais dinâmicas e aceleradas e o impacto dessa revolução será em toda…

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