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ARTIGOS

A magia do aprendizado

A tecnologia avança em uma velocidade e a educação tradicional em outra. Poucas instituições de ensino se preocupam com as profissões do futuro e com a necessidade de trazer o aluno para o mundo que o aguarda. Uma porque o Estado não investe o que precisa (não vamos entrar na polêmica do porquê o Estado nada faz ou pouco faz, a discussão aqui não é política), outra porque, infelizmente – e sem questionar a motivação -, a maioria das escolas privadas está perdendo a essência de instituição de ensino.e em terceiro porque há uma enorme escassez de pessoas dispostas a enxergar o ENSINO como uma MISSÃO DE VIDA, como um instrumento de transformação na vida das pessoas e que pode (e deve) gerar receita como consequência. A maioria das pessoas o vê como meio de sobrevivência, apenas.

Com esta “filosofia”, as escolas não investem o suficiente naquilo que de mais precioso existe neste momento de transição no mercado de trabalho: o professor. Mas, vamos olhar para o outro lado da moeda. Na contramão do sem número de novas faculdades espalhadas por este país de dimensões continentais, estamos nós, professores, que ainda apostamos numa forma de transferir conhecimento de maneira mais eficiente e eficaz, que queremos, de fato, fazer a diferença na vida do aluno.

Temos nas mãos as ferramentas e oportunidades para fazer o que a educação tradicional não faz: cursos envolventes, aulas agradáveis, sem deixar de lado a qualidade da informação transmitida e a sua finalidade prática na vida do nosso aluno. Filosofar, refletir sobre os problemas da humanidade  e da educação é bom, necessário. Mas, precisamos colocar às mãos na massa!!

O aluno de hoje, que literalmente pode acessar conteúdos na palma da mão, está carente de oportunidades para aprender algo que, realmente, modifique sua caminhada na vida (profissional e pessoal). E por que pessoal, também?  Porque o conhecimento, o aprendizado, qualquer que seja,  faz do ser humano outra pessoa no momento seguinte, e no momento seguinte. Nunca mais seremos o que fomos minutos atrás e é o conhecimento que tem este poder “mágico” de fazer com que nos encantemos por assuntos e temas que sequer imaginávamos existirem. É exatamente este encantamento que pode fazer com que quem nos assiste descubra estradas inimagináveis, possibilidades inéditas, outras formas de caminhar.

Por isto e por tantos outros motivos devemos nos conscientizar que, mesmo com o ensino à distância, o professor jamais perderá a importância. Falar com uma câmera e não olhando no olho do aluno não faz do professor um mero leitor de slides. Pelo contrário, o ensino à distância já está trazendo à tona todo o verdadeiro potencial escondido daquele que sempre primou por uma boa aula.

E tudo isto adicionado a algo que não pode ser esquecido: a nova forma de ensinar e aprender –  o ensino à distância -, veio para ficar e de fato, fará com que o conteúdo chegue a pessoas e lugares que jamais poderiam ser beneficiados, não fosse a tecnologia.

Pensemos a respeito no momento de produzir conteúdo!!

A estrada da vida é uma reta marcada de encruzilhadas.
Caminhos certos e errados, encontros e desencontros
do começo ao fim.
Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” [1]

[1] Cora Coralina, em “Ainda Aninha…”, no livro “Vintém de cobre: meias confissões de Aninha”. 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 1997, p. 151.

Texto: Márcia Mendes – Professora e Consultora do Canal Aduaneiro e Canal Investe

Desvendando um dos principais acordos da história mundial: Acordo comercial EUA e China

Os acordos internacionais permeiam dentre um dos assuntos mais debatidos por todos os países e em toda literatura da ciência econômica e relacionada ao comércio internacional. Isto porque ora são vistos de forma positiva, ao instaurar o ganha-ganha entre os acordantes, ora são os responsáveis pela desigualdade salarial, social e precarização da mão de obra ou ainda tantos outros efeitos.

Através da revisão de alguns estudos científicos, o parecer sobre os acordos pode variar com o decorrer e desempenho da economia de um determinado país. Isto é, se este apresenta “entraves” conjunturais, as economias se tornam mais avessas aos diálogos com outros países. Se contrário, as economias serão mais propícias aos mesmos (assunto para os nossos cursos).

No dia 15 de janeiro de 2020, o mundo presenciou um dos maiores acordos da história da economia internacional, de diálogo, mesmo que de forma tímida e inicial.

O acordo foi estabelecido entre os Estados Unidos e a China, de forma incipiente pois trata-se da Fase 1 do Pacto comercial entre as grandes potências mundiais após meses de conflitos tarifários. Mesmo que inicial já acenaram a súbita iniciação da segunda fase.

O que ocorre na prática

Os dois países suspenderão a aplicação de novas tarifas sobre importações e os EUA retirarão as acusações sobre o comércio desleal, desvalorização cambial e pirataria praticada pela China.

Adicionalmente, os EUA suspenderão o aumento de 10% para 15% na taxação sobre cerca de US$ 156 bilhões em bens chineses, medida que entraria em vigor nesta mesma semana. Embora tenham sido suspensas as tarifas que entrariam em vigor, as já existentes, de 25% permanecerão. Essas tarifas são aplicadas em aproximadamente US$ 250 bilhões de produtos chineses e por volta de US$ 120 bilhões serão taxados a 7,5%.

A China, o país possui o compromisso de incrementar a importação de energia e produtos agrícolas (incluindo trigo e milho), farmacêuticos e serviços financeiros dos EUA – valores a serem divulgados. O único valor mencionado é de US$ 32 bilhões em produtos agrícolas adicionais ao longo de 2 anos.

Importância do acordo

A economia chinesa bem como, os industriais e agricultores norte americanos enfrentam as consequências negativas desta longa guerra comercial. O acordo significa o início da pacificação, a isenção de tarifas para a entrada dos produtos chineses nos Estados Unidos, o compromisso do País para com a China e a cautela contra pirataria e o zelo à propriedade intelectual do lado asiático.

Possíveis consequências para os EUA – em síntese

1 – Simboliza uma possível vitória política do presidente Donald Trump para o seu mandato já que busca aprovação de seu eleitorado, bastante descontente com suas condutas.

2 – A trégua na guerra comercial tranquiliza os mercados que, em 2018 e 2019, sofreram vários sobressaltos pela decisão de Washington e Pequim onde impuseram mútuas tarifas punitivas.

3 – Possível estímulo à economia americana, redução de incertezas e fortalecimento da confiança do consumidor – principal motor de crescimento da economia norte americana. Impulsionando também, os investimentos por parte dos empresários, reduzidos por conta da crise.

4 – Redução do déficit comercial bilateral dos EUA.

5 – Recuperação das atividades siderúrgicas e de transformação norte americanas (aço e alumínio), abaladas pela alta capacidade produtiva das indústrias chinesas.

Perspectivas globais e para o Brasil

Espera-se que os fluxos globais de comércio se estabilizem ou mesmo elevem-se em 2020. No entanto, existem algumas dúvidas se a China conseguirá cumprir o compromisso de aumentar as compras agrícolas já que, a demanda por soja – importante produto dos EUA – encontra-se em queda devido à febre suína africana no país. Igualmente pouco provável o aumento das compras de milho – também alimento dos animais.

Os embarques brasileiros de produtos agrícolas para a China (principal destino das exportações brasileiras) podem ser afetados, principalmente, os de carne e de soja, onde os EUA estarão em uma posição mais favorável, passando a concorrer com o Brasil.

O setor agrícola nacional pode deixar de vender US$ 30 bilhões para os chineses, em produtos como carne, soja, milho, suco de laranja e açúcar. Por outro lado, a China compra grandes volumes de soja e os EUA podem não ser capazes de atender toda a demanda chinesa, principalmente, se houver um aumento da procura pelo produto.

O Brasil pode deixar se vender para a China, porém pode ter a oportunidade de exportar produtos para outros países aos quais os EUA deixarão de vender para atender à demanda chinesa.

Em um clima pacificador, de inúmeras possibilidades e ainda incertezas, o comércio internacional aguarda a concretização e compromisso por parte de ambos acordantes e a Fase 2, composta por debates no que as questões tecnológicas e cibersegurança.

Autora: Cristiane Mancini, mestre e economista ambos pela PUC-SP, extensões Università Tor Vergata, Transparency International, Universidad de Rosario, dentre outras e docente de economia.

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