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As tendências do comércio exterior brasileiro para 2020

As tendências do comércio exterior brasileiro para 2020

Professor Msc. Joaquim Brasileiro

Quando analisamos a balança comercial do Brasil no ano de 2019 com um superávit comercial de US$ 46 bilhoões notamos uma queda em relação ao ano anterior, e o segundo pior superávit comercial desde 2015. Algumas variáveis são importantes para explicar este comportamento da nossa balança comercial, em especial a guerra comercial travada fortemente em 2019 entre as duas maiores economias mundiais: Estados Unidos e China, mas o que esta guerra comercial entre estes dois gigantes tem haver com o comercio internacional para os demais países e no caso em tela com o nosso Brasil, tem tudo haver quando analisamos o core business do nosso pais em sua pauta exportadora significativamente de commodities, ou seja, produtos do agronegócio, minério de ferro e produtos in natura, somos um dos maiores produtores de grãos do mundo juntamente com os Estados Unidos e ai entra um aspecto fundamental porquê somos concorrentes diretos dos Estados Unidos e na guerra com a China os EUA exige cada vez mais que a China compre cada vez mais produtos agrícolas dos EUA o que nos atinge diretamente na redução significativamente em nossas exportações para o nosso principal parceiro internacional que é a China.

Outro fator preponderante na redução das nossas exportações deve-se ao fato do nosso baixíssimo índice de internacionalização das nossas empresas e aqui me refiro as empresas de pequeno e médio porte que são as maiores empregadoras do Brasil e com uma potencialidade incrível de exportação, mas infelizmente ainda não “acordaram” de sua dependência do mercado nacional em declínio e “anêmico” que está ensaiando a passos de “tartaruga” um possível crescimento econômico.

Dados estatísticos do MDIC demonstram que há anos o Brasil possui uma concentração assustadora de aproximadamente 95% de sua receita de exportações nas “mãos” das 500 maiores empresas brasileiras e que sobram apenas 5% dessa receita exportadora para as PME´s (pequenas e médias empresas), mas por que ocorre isto? Existem várias respostas para esta questão, mas sem dúvida a mais importante é que o Brasil não possui uma política pública de cultura de exportação essencialmente para as PME´s, obviamente sabemos e conhecemos o PEIEX que é um bom programa mas não é suficiente para atingir um universo de aproximadamente 15 milhões de PME´s em um país continental como o nosso, ou seja, necessitaríamos de um política pública mais intensiva e multiplicadora para os quatro cantos do Brasil.

E por último mas não menos importante ainda no âmbito interno do nosso país é interessante assinalar que mesmo com um dólar em patamares altos e propícios verificados no ano de 2019 ainda não foram suficientes para os nossos exportadores aumentarem de forma significativa as exportações brasileiras porquê as duas variáveis explicadas anteriormente mencionadas que são a guerra comercial entre os dois maiores gigantes da economia mundial e o baixíssimo índice de internacionalização das empresas brasileiras foram e são responsáveis pela queda significativa do nosso superávit comercial em 2019.

Portanto as tendências para o ano de 2020 ainda sob uma “trégua” assinalada pelos EUA e China com um compromisso formal de ambos os lados selado recentemente não significa que haverá uma trégua de fato porquê o Governo de Donald Trump é instável e joga politicamente para o seu público interno que o elegeu em especial em um ano de reeleição presidencial. Dessa forma o superávit comercial brasileiro para 2020 permanecerá estável com uma provável queda não significativa em relação ao ano de 2019.

No outro “braço” do comércio exterior brasileiro que são as importações haverá um crescimento significativo em relação ao ano de 2019 que foi de US$ 177 bilhões face ao crescimento da economia brasileira em 2020 com base em dados do FMI a nossa economia terá neste ano um PIB de 2,2% o que é extremamente auspicioso em contraposição a uma série de baixos PIBs nos últimos 5 anos.

Dessa forma o crescimento econômico em 2020 demandará nas importações de matérias primas, insumos, partes e peças e produtos acabados para revenda com o objetivo de atender as empresas brasileiras junto aos seus clientes e aos consumidores nacionais.

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